Sei que este meu cantinho está meio abandonado, venho cá poucas vezes, escrevo ainda menos e isso faz com que muitos de vocês percam o interesse... compreendo. Quem me segue sabe que este ano que passou não foi fácil, por mil motivos que falei aqui e outros que não falei (talvez os mais relevantes os tivesse guardado para mim). Quando o novo ano começou tomei a decisão de mudar, mudar a minha cabeça, o modo de pensar, de agir e o modo como encaro as coisas que me acontecem. Não tem sido fácil e os resultados estão a surgir a conta gotas, o que me em alguns dias me leva ao desespero e outros a ter uma coragem de leão.
Estou desempregada e isso incomoda-me, como ao mais comum dos mortais que está na mesma situação que eu, porque não vejo a luz ao fundo do túnel, mas na minha cabeça, eu sei que ela está lá e tenho me agarrado a essa esperança e fé que guardo comigo TODOS OS DIAS.
Estou sozinha, outra vez, desde o mês passado que o P. voltou a Angola por mais um mês e meio, felizmente já volta daqui a duas semanas. Mas encarar os dias de frente, com uma menina com pouco menos de um ano nos braços, em casa, sozinhas, é complicado. A mais pequena tarefa torna-se um verdadeiro filme. A minha filha não pára um segundo e não dorme NADA, NADA mesmo durante o dia. Tem personalidade forte (a quem chame mau feitio), de resmungar, berrar e fazer birras por tudo e por nada. Sozinhas em casa, leva-me ao desespero, por diversas vezes fico perdida. Se vou à casa de banho tenho de a levar comigo, se quero preparar alguma coisa para jantar levo-a e ela está constantemente a deitar a mão a tudo, a mexer em coisas, a levantar debaixo da mesa e a bater com a cabeça. Se a ponho na cadeira chora, berra esperneia ao ponto de 5m depois eu a tirar porque estou com a cabeça em água e já sem fome.
Banho, nem pensar, só com ela a dormir ou no colégio. Adormece por volta das 22h30, 23h, já tentei mil coisas e ela não adormece mais cedo, desesperante em muitos dias... Na semana passada esteve doente, vomitou tudo (ela, eu, a minha cama) e limpar e mudar tudo com ela nos braços? Não queiram saber. Ando exausta e não estou a trabalhar.
Deixa me feliz e com forças para continuar, saber que ela cresce bem, feliz e com saúde.... que estou a cumprir (mesmo que a muito custo) os objetivos a que me propus quando decidi ter uma filha...
Todos os dias, noites é isto.... eu e ela... e uma correria, um cansaço atroz que por vezes me domina e não me deixa outro remédio senão pedir ajuda à minha mãe, e ai sim, ela fica com a menina uma noite para pelo menos eu tentar descansar. Sim porque dormir mais que 5 a 6 horas anda MUITO difícil de conseguir...
Melhores dias virão, a vida põe-nos à prova.
"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro."
"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro."
Sabes amiga acho que as coisas melhorarão quando encontrares um emprego...estar em casa desanima e cria ansiedade que sem querer passamos aos mais novos...E as coisas vão melhorar com a pequenita também...Sabes quando a minha nasceu o pai dela tinha de viver no Algarve onde trabalhava (vinha à sexta à noite e ia à segunda de manhã), eu trabalhava e ficava com ela sozinha toda a semana...embora uma criança muito viva ela dormia cedo e de noite ( o que é fantástico), dois anos depois chegava o meu filhote e eu continuava sozinha por cá parte da semana, a trabalhar, a levar os miúdos à creche e ao infantário e a não dormir...sim porque o F. estava longe de ser como a irmã e com tinha muitas bronquiolites não foram poucas as vezes em que às quatro da manhã enfiei os dois no carro e zarpei para o hospital, onde entrava com um ao colo aflito e outra pela mão meio estonteada de sono...Custou...mas sempre que me sentia em baixo pensava no milagre que era tê-los e ser mãe...só quando tinham 4 e 6 anos o pai pode vir definitivamente para ao pé de nós e as coisas mudaram. Só para dizer que temos fases muito diferentes na vida e que tudo muda ...também para melhor...mas não podemos perder tempo à espera disso...temos de aproveitar cada minuto...eles crescem num instante...e lembra-te mãe ansiosa ...criança ansiosa...e o contrário também é verdade....! Desculpa o testamento querida amiga...vais ver um destes dias a luz ao fundo do túnel está bem na tua frente!
ResponderEliminarBeijinhos
Maria
Obrigada querida, pelas tuas palavras de conforto, não imaginas o bem que me fazem... Eu sei que tudo são fases, mas estar aos dois meses seguidos sem o pai cá é mesmo muito complicado, mas tudo se resolve e tudo vai melhorar sim...
EliminarBeijo grande e obrigada de coração, por todo o carinho...
Ser mãe não é tarefa fácil. Nem sempre temos vontade de ter um sorriso nos lábios e os braços abertos. Nem sempre achamos graça a tudo. Há momentos em que não achamos graça a nada e só nos apetece fugir. Com um pai ausente é óbvio que as coisas se tornam mais dificeís. Sabes, eu lutei imenso, da primeira vez, para ser mãe, da segunda aconteceu sem eu esperar. Mas, da primeira vez, fiquei em casa 6 meses com a minha filha, e fiquei com uma grande depressão pós parto, que não fo tratada e só me começou a passar quando regressei ao trabalho. Por muito que me tivesse custado deixar a pequenita eu precisei desse espaço de distância para voltar a ser eu. E, olha, não me sinto pior mãe por isso. Muita, muita força.
ResponderEliminarbeijinhos e calma.
ResponderEliminarpensa e acredita que as coisas vao melhorar.
oh... espero que isso tudo passe e o "sol" volte a brilhar! <3
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